AGAP Um Novo Ponto De Partida… por José Luis Costa

“Aquele que não prevê as coisas longínquas, expõe–se a desgraças próximas.” Confúcio Os atuais Corpos Sociais (CS) da Associação de Ginásios e Academias de Portugal (AGAP) candidataram-se ao biénio 2016/17 com uma Missão aglutinadora de apoiar, com transparência, todos os associados, promover a prática do exercício físico e garantir a qualidade do serviço prestado ao consumidor. Definindo também como Visão mobilizadora ser o ponto de convergência da prática do exercício físico em Portugal. Para o novo ciclo projetado para a AGAP dois grandes objetivos foram estabelecidos: alargamento do seu âmbito a todos os operadores no mercado e aumento da taxa de penetração da atividade física a mais pessoas, a praticar mais ativamente com maior frequência. Segundo o Barómetro Mercado de Fitness, publicado anualmente pela AGAP, “o mercado português de fitness cresceu 13% em 2015, somando assim 730 mil pessoas, o que equivale a 7,1% da população total e 8,3% com mais de 15 anos. Enquanto isso, o número de ginásios aumentou para 1.365, levando a uma média de 537 membros por clube no final de 2015. Este número relativamente baixo é explicado pelo facto de que Portugal tem uma percentagem relativamente grande de pequenos clubes, com 11% com menos de 200 m² e 34% entre 200 e 500 m².” Também aponta para que “as nove empresas líderes do mercado possuem 95 clubes no total, ou 7,0% das instalações em geral, mas mais de 30% em membros. O número total de trabalhadores em Portugal é estimado em 11.900 empregados na indústria, com base numa média de 8,7 funcionários por clube na amostra”. Portugal com uma mensalidade bruta média de € 36,3 situa-se...

Gestores de sucesso, por Rui Marques

Gerir com sucesso é conseguir a melhor relação entre clima organizacional, performance financeira e tipo de liderança. Em suma, as equipas e as pessoas que as integram geram um determinado clima organizacional, o qual contribui para cerca de um terço da performance financeira e não financeira das empresas. O clima organizacional, por seu turno, é amplamente influenciado pelo tipo de liderança, sendo determinante que esta se inspire numa visão estratégica clara e diferenciadora. Visão estratégica – o gestor deve ter muito clara a forma como pretende competir no mercado, começando por construir e desenvolver uma marca forte e atractiva e conferindo-lhe um posicionamento e respectiva proposta de valor facilmente entendíveis para o consumidor e todos os stakeholders. Uma vez definida essa visão estratégica, que deve ser suportada por opções tácticas e operacionais flexíveis, o gestor deve comunicar e inspirar toda a equipa através de uma liderança visionária e autêntica. Tipo de liderança – Para que uma liderança autêntica e inspiradora aconteça é necessário criar alicerces fortes, de modo a que os factores de higiene não estejam comprometidos na organização. Falamos de salários e benefícios dos colaboradores, da relação aberta e emocionalmente positiva entre estes e as chefias, das condições físicas e ambiente de trabalho, do relacionamento entre colegas, do sentimento de segurança existente, de uma preocupação genuína com o tema da equidade e justiça e do padrão de comunicação entre colaboradores. No geral, estes factores visam eliminar insatisfação. Para gerar satisfação é necessário aceder a um segundo nível, ou seja, aos factores motivadores ou satisfacientes. Neste caso, falamos essencialmente de questões relacionadas com o conteúdo do cargo, tais como...

Cinto negro da liderança, por Mauro Frota

A palavra Sensei, usada tão levianamente nos centros de prática marcial no ocidente – sinónimo de mestre ou professor – é usada no Japão numa série de situações, inclusive nas empresas. “Sen” significa antes, e “sei” nascer ou vida  – “o que nasceu antes”, no sentido em que começou a percorrer o caminho marcial (ou empresarial) antes de nós. Tanomo Saigo, Samurai japonês do período Edo, disse tudo quando afirmou: “Quando procurares por quem te ensine a arte da guerra, procura por aquele que mais ama a paz”. Poderíamos mesmo dizer – quando procurares por um líder, procura por alguém com valores e princípios sólidos, por alguém que te motive e respeite, por alguém que se doe, por alguém que tenha sintonia entre o que pensa, o que diz e o que faz. E estes, caros amigos, são muito raros… Perdoem-me, amigos leitores, o carácter um pouco mais técnico deste pequeno artigo, mas para chegarmos ao fundo de algumas questões precisamos, por vezes, de as analisar sob este prisma. Prometo não me alongar e tentarei não ser demasiado aborrecido. Precisamos de mais e melhores líderes nos ginásios, como precisamos de mais e melhores mestres nos dojos. Precisamos de mais e melhores cintos negros naquilo que é fundamental e comum em ambos os cenários – a capacidade de liderança. Precisamos mudar, evoluir e perceber o enorme impacto que as nossas palavras e acções têm na performance da equipa – independentemente do contexto em que somos líderes e responsáveis por um grupo de pessoas. Nesta pequena reflexão, queria debruçar-me sobre a responsabilidade do líder no sucesso da sua equipa, analisando especificamente...

Círculo de Confiança na Liderança, por André Henriques

“Jack Welch está errado!”. Estas são palavras que não ouvimos muitas vezes, principalmente quando associadas ao que é considerado por muitos como o gestor do século|1|. Na passada semana assisti no YouTube |2| a uma entrevista com Simon Sinek, outro grande guru da liderança e autor de livros fantásticos como “Start with Why”. Nesta entrevista, intitulada “Serving Those Who Serve Others”, Sinek colocava em causa uma das principais doutrinas de Jack Welch, o famoso modelo 20-70-10 |3|. Para Sinek, o líder é alguém que, acima de tudo, se importa com cada um dos elementos da sua equipa, alguém que os trate como “filhos” e desta maneira consiga construir relações de extrema confiança. Ora, se pensarmos no modelo 20-70-10, a ideia chave é: diferenciação. Diferenciação entre quem? Entre “filhos bons” e “filhos maus”. Ora quem é pai (ou filho) sabe que essa diferenciação nunca tem resultados positivos, principalmente se queremos ajudar os “filhos maus” a serem melhores. Será esta uma ideia demasiado romântica e utopista? Possivelmente. Haverá o caso de termos “filhos maus” que simplesmente não querem ser bons? Certamente. Contudo, perceba-se que na sua análise Sinek defende a sua teoria –“The Circle of Safety” – através de dados concretos, comparando o desempenho da GE – defensora do modelo 20-70-10 – com a Costco, uma empresa reconhecida por pagar aos seus empregados acima da média e por investir significativamente nas suas equipas – e por isso promotora do “Circle of Safety”. Baseado no valor das suas ações ao longo do tempo, consegue-se perceber que realmente o valor da Costco tende a superar largamente o valor da GE, sendo que atualmente...

Impulsione a sua Liderança para o Nível Seguinte, por António Sacavém

Liderar é retirar o melhor de cada pessoa. Trata-se de inspirar cada seguidor a manifestar o seu talento, a ter o desejo de ser um pouco melhor em cada dia que passa e, tudo isto, enquanto se superam os objetivos e se reduz o espaço entre o ponto onde a empresa se encontra hoje e o sonho aspiracional do negócio. Defino sonho aspiracional como um objetivo de longo-prazo que desponta o desejo de cada empresa de ter mais, com o propósito de partilhar mais. Neste sentido, o sonho aspiracional é mais do que uma visão empresarial dado que encapsula o circuito virtuoso que vai permitir às pessoas, às equipas e às empresas expandirem o desejo de construírem mais, rumo ao nível seguinte de evolução organizacional. O circuito virtuoso é uma tomada de consciência de que os negócios devem ter a ambição de receber mais da comunidade, para partilhar mais com a comunidade. It’s time do give-back! Tem vindo a ser sugerido que a visão organizacional funciona como um farol que ajuda os negócios a seguirem numa determinada direção. Além do mais, a visão deve ser repetida vezes sem conta pelo CEO, até que esteja completamente disseminada. Eu diria que o sonho aspiracional também confere um sentido de orientação à empresa mas desperta, além disso, o desejo das pessoas quererem superar as suas limitações e atribuírem um significado habilitador ao trabalho diário que executam, ingredientes indispensáveis para que o circuito virtuoso se mantenha vivo. Agora a pergunta chave… como é que podemos fazer isto? Em primeiro lugar vamos observar o processo. A abordagem top-down de disseminar a visão pela organização...