“Uma escola mais desportiva e um desporto mais educativo”, ou a necessidade de uma abordagem sistémica ao desporto infanto-juvenil português, por Bruno Avelar Rosa

Foram recentemente noticiados os resultados do relatório “Adolescents obesity and related behaviour: trends and inequalities in the WHO European region, 2002-2014” publicado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e que colocaram Portugal como o quinto país com mais jovens obesos entre os 27 analisados, demonstrando assim a existência de diferentes problemáticas associadas ao sedentarismo, à alimentação e ao estilo de vida dos jovens portugueses. Relativamente aos hábitos de atividade física, o Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física, publicado no passado mês de março pela Direção Geral de Saúde, revela que apenas 27% dos jovens cumprem, com elevada probabilidade, o nível de atividade física considerado necessário para a idade em questão, enquanto 43% são sedentários, valores estes que decrescem com o avançar da idade dos cidadãos já que, de acordo com dados do Eurobarómetro (2014), 72% dos adultos portugueses nunca ou raramente pratica atividade física, colocando o país como o 3º mais inativo no espaço europeu. Estes são resultados alarmantes. O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para a saúde, tendo influência direta no aparecimento e desenvolvimento da obesidade, da depressão, da ansiedade, das doenças cardiovasculares, da diabetes e de outras doenças não transmissíveis. A esta respeito, a OMS estimava, no seu relatório “Factsheets on health-enhancing physical activity in the 28 European Union member states of the WHO European region” publicado em 2015, que o custo anual com a saúde para uma população de 10 milhões de habitantes rondará os cerca de 910 milhões de euros, valor este que será equivalente a cerca de 9% do orçamento português para a saúde em 2017. Por outro lado, são...

Sou Importante no Mercado!, por José Luis Costa

“O tempo, ainda que os relógios queiram convencer-nos do contrário, não é o mesmo para toda a gente” José Saramago (1922-2010) A minha gestão comporta uma responsabilidade: saber tomar boas decisões no momento oportuno. E uma obrigação: ter uma visão clara e permanente da evolução da empresa. Claro que a sua evolução será sempre afetada por múltiplos fatores externos, que se podem resumir em mudanças sociais, tendências, pressão de um ou vários concorrentes que me querem pôr à prova e as próprias crises no mercado. Mas mesmo nas circunstâncias mais difíceis procuro inspirar e motivar. Sabendo que “cada um faz a sua sorte” (Ápio Cláudio Cego) pois os grandes capitães definem-se nas grandes tempestades. Não esqueço os fatores externos negativos, a habitual desculpa dos perdedores pela sua própria incompetência, porque a empresa, como corpo vivo em permanente movimento, passa ao longo do seu percurso por diferentes etapas onde se perfila o seu futuro ou o seu fim: ou cresce sustentadamente ou incha e para em tempo mais ou menos próximo rebentar. Não desejo como gestor diluir a realidade, antes clarificá-la, pois a distração no decidir pode levar ao dissabor de ter perdido uma oportunidade de afirmação num mercado de grande exigência e rigor. Como tenho consciência da evolução do meu clube, e com quem trabalho, consigo com conhecimento e experiência não ter medo da luz que projeta desenvolvimento e inovação: o incontornável progresso contra a pesada estabilidade permite-me compreender nitidamente as sombras que poderão toldar a sustentabilidade da empresa. Se desejo ter futuro na vida empresarial devo afastar a exclamação do “Isso não é possível!” para agarrar a interrogação...

Quem dança seus males espanta, por Álvaro Lopes

Há já muitos anos que sou professor de fitness e de dança. E, passados todos estes anos, dificilmente encontro uma forma melhor de combinar treino e divertimento. O facto das pessoas se ligaram à música e viajarem muitas vezes para onde os ritmos as levam, faz com os 45 ou 60 minutos de aula sejam vividos intensamente, normalmente acompanhados por um sorriso nos lábios. Os benefícios da dança como uma atividade física são bem conhecidos: aumento da flexibilidade, melhoria da capacidade aeróbica, desenvolvimento da coordenação motora e perda de peso, entre tantos outros. Em algumas modalidades é possível gastar até 600kcal/hora e ter um corpo modelado e definido. As aulas aeróbicas são as mais indicadas, porque elas mantêm os batimentos cardíacos acelerados e estáveis, como o Kuduro, Hip Hop, Dancehall, Zumba e Braza. Mas, além destes benefícios, devemos olhar a Dança como uma terapia para a alma. Socialização, combate à depressão ou aumento da auto-estima são algumas das transformações que se vêm nas pessoas que se arriscam a entrar numa aula. Hoje, existem diversos tipos de danças que podem enquadrar-se em qualquer tipo de necessidade. Crianças, adultos e idosos, desde que tenham o acompanhamento e instruções de um profissional capacitado, podem praticar até mesmo mais de uma modalidade. E entre estas modalidades surgem os programas de Dança Fitness, geralmente olhados de lado pela comunidade dançante. Em minha opinião, ainda bem que existem! São estes programas que ajudam quebrar o estigma de que a dança é só para alguns. A dança é para todos! Até porque quem dança… é muito mais feliz!  Álvaro Lopes é Director Geral Brazadancefit, Formador Fitness Friends,...

8 Motivos para a publicidade do seu ginásio no Facebook não estar a funcionar, por Mário Santos

O Facebook Ads, a plataforma de publicidade do Facebook, que lhe permite chegar aos utilizadores da rede social, é uma ferramenta poderosa para divulgar o seu negócio, mas complexa de alcançar bons resultados. A grande maioria das pessoas que, por si, fazem campanhas de publicidade no Facebook Ads têm expectativas irrealistas na facilidade com que pensam angariar clientes ou divulgar a sua marca. Mesmo sendo simples criar uma campanha no Facebook, configura-la da forma certa e obter bons resultados está longe de ser uma tarefa fácil. Deixo-lhe em baixo 8 pontos importantes que podem influenciar o retorno das suas campanhas no Facebook Ads: 1. A marca e/ou website do seu ginásio precisam de ser melhorados Se a sua marca do seu ginásio não é conhecida e o seu logotipo e anúncios têm um ar pouco profissional, porque haveria alguém de interagir com eles? Preocupe-se em apresentar sempre uma imagem profissional e cuidada. O mesmo se aplica ao seu website. Se for antigo, lento, com um mau design e não for responsive (que se adapta consoante o equipamento onde está a ser visto – computador ou telemóvel), não espere que as pessoas entrem em contacto consigo quando visitarem o seu website. 2. O serviço que está a vender não é atractivo O serviço que pretende vender tem ser atractivo. Isso não significa exclusivamente que terá de vender a mensalidade do seu ginásio a um preço mais baixo, significa sim que terá de estruturar um bom serviço e comunica-lo da forma certa, salientando os aspectos principais e únicos que lhe dão valor. 3. Está a fazer publicidade às pessoas erradas Chegar às pessoas...

Por uma Melhor Força, por Hugo Moniz

Como profissional de Exercício, vejo uma clara necessidade de melhor promover a importância do treino de força na vida das pessoas e na sociedade dos dias de hoje. Não me estarei a equivocar se considerar que os profissionais de exercício e saúde necessitam de se especializar mais no tema Força e nos respectivos mecanismos de melhoria da capacidade contráctil do músculo. Por isso também vejo uma clara oportunidade de mercado para a criação de centros de treino exclusivos em treino de força, com padrões de qualidade elevados. Visando uma melhoria do sistema neuro-musculo-articular, no que diz respeito à Força e Mobilidade, e consequentemente da saúde. Como Personal Trainer sinto que existe cada vez mais o desafio em criar as melhores condições de trabalho, para que consigamos apropriar cada estímulo e respectivas condições de treino, na tentativa de tornar mais fortes e melhor adaptados os nossos clientes. Relembro que na evolução da espécie “Os que sobrevivem não são os mais fortes nem os mais rápidos, são sim os que se melhor adaptam e muitas vezes de forma paciente” (Charles Darwin). Por isso quanto mais saudável for essa adaptação mais longevidade e melhores condições de sobrevivência criamos aos nossos clientes. Por esta razão destaco, uma vez mais, quatro áreas de estudo imprescindíveis para o desenvolvimento futuro da profissão de Personal Trainer: A Biomecânica do Exercício. De que forma podemos manipular e adaptar as resistências aplicadas a um corpo, respeitando efectivamente as características do indivíduo? Porque razão escolhemos uma máquina guiada, um cabo, um peso livre ou um elástico? Estas decisões não podem ser aleatórias, pois estas situações podem aparentemente ser idênticas mas,...