Com a crescente expansão de cadeias de ginásios e o surgimento de novas marcas, surge a importância de aliar a qualidade à quantidade. “Pior do que formar os seus colaboradores e eles saírem, é não os formar e eles ficarem” – Henry Ford A indústria do Fitness é bastante recente, principalmente quando comparada com outros segmentos de mercado. Na história deste ramo de atividade, assistimos a vários paradigmas. Desde uma realidade na qual os praticantes de musculação e “bodybuilding”, através da sua experiência pessoal e alguma atitude proactiva autodidata, ensinavam nas salas de ginásio. Com o aparecimento de cursos superiores de Desporto, a formação passou a incluir matérias importantíssimas como anatomia, fisiologia ou biomecânica. Mais recentemente, até unidades curriculares sobre temas práticos como por exemplo aulas de grupo, treino personalizado, vendas e marketing. Com a alteração da lei, as escolas técnicas começaram a disponibilizar cursos intensivos com duração mais reduzida. Podemos dizer que a nível técnico, estamos bem encaminhados! A partir daqui, duas questões: 1. Qual é a garantia que damos do ponto de vista de formação contínua e atualização dos profissionais? (A exigência por lei é pouca) 2. Para além da parte técnica, com a diversidade de conceitos de ginásio que vão do clube tradicional, passando pelas Boutiques de Fitness até aos Low-Cost, quais são as necessidades do ponto de vista de formação, e quais são as soluções? É nesse contexto que penso que as marcas de Fitness assumem uma importância extrema e com isso uma parte da responsabilidade na formação destes profissionais. Acredito que a formação de um profissional de Fitness segue este tipo de dinâmica: 1. Licenciatura ou CET e, Desporto, contemplando...
Quais a principais tendências do mercado do fitness em 2018, pela 12ª vez, a ACSM publica na sua edição de Novembro/Dezembro na ACSM’s Health & Fitness Journal® o estudo que revela as tendências de 2018. O treino intervalado de alta intensidade tem sido uma tendência consistentemente no topo da classificação na tendências dos últimos anos, surgindo nos três primeiros desde 2014 “, afirmou Walter R. Thompson, Ph.D., FACSM, presidente da ACSM e principal autor da pesquisa e reitor associado na Faculdade de Educação e Desenvolvimento Humano da Georgia State University, em Atlanta. “Embora os entrevistados tenham salvaguardado o facto de existir um risco relativamente maior de lesão associada ao HIIT, continua a ser muito popular em vários ginásios de todo o mundo”. A pesquisa ajuda a indústria da saúde e fitness a tomar decisões críticas de negócios e de programação. A ACSM expandiu a pesquisa deste ano para incluir organizações parceiras, como a Coalition for the Registration of Exercise Professionals® (CREP) e os 4.000 entrevistados estabeleceram um recorde que mais do que duplicou o dos anos anteriores. A pesquisa fornece 40 tendências potenciais para escolher, e os 20 maiores foram classificados e publicados pelo ACSM. O treino em grupo saltou quatro pontos para o segundo lugar. O número um do ano passado, tecnologia wearable, permaneceu no topo da lista como a terceira tendência mais popular. E o top ten é o seguinte: 1 – High-Intensity Interval Training (HIIT): HIIT envolve pequenas explosões de atividade, seguido de um curto período de repouso ou recuperação, estes programas de exercícios são geralmente realizados em menos de 30 minutos. 2 – Treino em...
A importância das equipas comerciais como principal impulsionador dos resultados. O mercado do Fitness como todo o mundo empresarial tem evoluído a uma velocidade extraordinária. Todos os dias convivemos com conceitos tão habituais no mundo dos negócios, como, sustentabilidade, gestão de recursos, indicadores de performance, automatização, entre outros. Mas a verdade é que todos conduzem a um ponto, o resultado financeiro da empresa, a sua lucratividade que a menos que seja uma empresa sem fins lucrativos é o que no final do dia interessa a todos os proprietários Afinal, onde entram as equipas comerciais nesta equação? Observamos uma constante tentativa de automatizar o processo com sistemas de venda online, redução de recursos humanos em favor de maior investimento em marketing e campanhas online, mas será possível o mercado do fitness sobreviver sem esta mais-valia? Poderá o fitness existir sem pessoas? As novas inscrições ou se quisermos a manutenção de sócios ativos num clube de Fitness representam aproximadamente 80% do total de faturação, como podemos então ver a tentativa de reduzir ou substituir o único fator que proactivamente pode incrementar estes valores. Num mercado com uma percentagem muito baixa de prática de atividade física e com cada vez mais concorrência poderá um clube sobreviver sem uma equipa comercial? Esperando que o seu plano de marketing apenas e uma qualquer campanha focada em preço e muitas das vezes baseada em ofertas faça todo o trabalho por si? A resposta é, não podemos! Sem entrarmos em questões teóricas que terá sempre defensores de ambos os lados questiono se poderá um excelente plano de marketing nesta altura competitiva que vivemos ter sucesso sem...
Sabemos todos que vivemos numa época completamente louca, num mercado altamente competitivo onde novas tendências, novas técnicas, novas modalidades desportivas, novos conhecimentos científicos, evoluídos métodos de treino e novos modelos de gestão procuram responder a necessidades cada vez mais especificas dos consumidores, o que exige uma crescente especialização. 1 – Como lidar com as ofertas concorrenciais do mercado? Neste ambiente competitivo surgem todos os dias, novos desafios que aumentam a pressão em manter os serviços disponibilizados adequados às expectativas dos nossos clientes. Estes procuram, numa ânsia consumista, experimentar todas as novidades que diariamente surgem no mercado e esperam que o seu clube lhes proporcione muito de que toda a concorrência apresenta. Num clube multi-oferta que naturalmente habituou os seus clientes a terem disponíveis diversas opções para que mantenham um estilo de vida activo, é normal que a tentação de integrar todas estas novidades do mercado esteja permanentemente presente. Mas, atenção! A multi-oferta não significa necessariamente “toda a oferta”. E aqui começam as questões que estrategicamente são fundamentais estarem verdadeiramente definidas. 2 – Como se posiciona a sua marca e como pretende ser percepcionada pelos seus clientes? O posicionamento combina duas dimensões na mente dos clientes: a identificação e a diferenciação. É importante manter presente que os seus clientes se juntam e se mantêm com o clube, porque se identificam com o que lhes é oferecido e porque tem elementos diferenciadores da concorrência. Quando não existe diferenciação o factor preço ganha peso na decisão do consumidor. Estude, identifique e defina os valores da organização com os quais os seus clientes se identificam. Mantenha-os vivos praticando-os todos os dias e garanta...
A formação académica e profissional tem vindo a ser cada vez mais valorizada caraterizando a evolução das sociedades. As necessidades das pessoas e das organizações no que concerne às competências de gestão pessoal, operacional e estratégica, para responder às exigências correntes das organizações e antever ciclos de oscilações futuras estratégicas, faz com que cada vez mais a aposta seja obrigatoriamente no sentido da formação. Sem a formação adequada as pessoas dificilmente criam valor para as organizações e estas para o mercado. Sem a formação adequada as organizações sofrem de entropia, sistemas fechados, onde não estabelecem relações de troca com os stakeholders (clientes, fornecedores, estado, etc.) tornando-se ineficientes, fracas, inadaptadas, sem fator concorrencial acabando por “morrer” saindo do mercado. No seguimento, têm vindo a surgir no mercado uma vasta oferta formativa conferente de grau académico (licenciaturas, mestrados e doutoramentos) e não conferente de grau académico (especializações e pós-graduações). A indústria do fitness não é exceção, muito pelo contrário, é um setor em forte expansão estratégica e que a obrigatoriedade da formação base e contínua é um dos alicerces que motivou a forte regulamentação do setor. Focando-nos nas organizações de fitness, que para além das necessidades técnicas (instrutor, director técnico, professor de natação, etc.), têm necessidades de gestão de acordo com as leis de mercado e livre-concorrência, têm de ser geridas por pessoas e com pessoas com formação que extravasa e / ou complementa as competências técnicas dos profissionais de fitness. As organizações de fitness, que vão desde a mais pequena (por exemplo, 100 sócios) à maior (por exemplo, mais de 10 000 sócios), que vão desde o conceito mais tradicional...