Aulas de grupo, que lugar ocupam na oferta de serviços de um centro de fitness? Por Jorge Machado

A escolha e a fidelização dos clientes relativamente a um ginásio está, sem dúvida, associada à promessa e aos resultados realmente obtidos tanto ao nível físico como emocional, a razão pode ter um papel fundamental na escolha inicial, mas é a emoção que retém e assegura uma regular procura. As aulas de grupo têm um forte potencial para associar resultados físicos aos emocionais. Através de profissionais bem preparados, musicas adequadas capazes de criar as emoções certas, e um painel de exercícios bem estruturados em perfeito equilíbrio entre o risco e benefício, fazem das aulas de grupo a principal ferramenta de retenção de qualquer ginásio. Neste domínio, a preparação do profissional tem particular importância, pois depende desta preparação todo o sucesso que uma aula pode ter. Assim como um carro de formula um sozinho nada faz, pois precisa de ter um profissional extremamente bem preparado a nível físico, psicológico e emocional, apaixonado, com o feeling certo e a intuição apurada, também a aula de grupo nada é se não tiver um instrutor bem preparado, munido de conhecimento, capacidade de observação e adaptabilidade, musicalidade, domínio de emoções, e criador de ligações positivas com e entre as pessoas. De referir ainda que as aulas de grupo assumem também uma capacidade de criar cumplicidade e até compromisso entre os seus participantes, acabando mesmo por criar um sentimento de grupo e de “fazer parte” que ajuda na motivação do individuo em particular e do grupo no geral.   Jorge Machado é advisor na All United Sports,  licenciado em Gestão do Desporto pelo ISMAI e uma referência incontornável na metodologia e leccionação de aulas de...

A importância do CRM, por Paulo Pinheiro

O CRM é o termo utilizado para designar a gestão da relação com o cliente apesar de muitas vezes, abusivamente, designar apenas “o” sistema informático que ajuda a gerir esta relação, ou mesmo o software de faturação no qual se regista algumas notas sobre o cliente no campo das observações. O conceito de CRM é pois muito mais abrangente e passa por uma cultura de organização focada no cliente, e o sistema informático de CRM é um conjunto de ferramentas que a organização utiliza com afinco na relação com o cliente para que este lhe providencie a informação de que necessita para poder tomar decisões que melhorem os resultados e a “simpatia” da organização junto do cliente. Assim sendo, este conjunto de ferramentas deve disponibilizar, de forma integrada e, de preferência, sem processos de integração diferidos: formas de registo de potenciais clientes (prospects), dos contatos efetuados (presenciais, e-mails, sms) e manter o historial desses contatos mesmo após a conversão em clientes/sócios, através da aplicação de backoffice; formas automáticas de envio de comunicações e newsletters (e-mails, sms, etc.); pontos de disponibilização de serviços self-service (check-in de atividades, secretarias automáticas, portal com disponibilização de serviços online e aplicações para dispositivos móveis); integração com redes sociais; Mas note que não basta ter, é preciso fomentar e cultivar a sua utilização pela organização, de forma a que se possa tirar o máximo partido destas ferramentas. A utilização transversal e coerente vai muito para além de tornar a sua organização mais “simpática”, permitindo enriquecer a inteligência do negócio e descortinar novos segmentos e serviços a prestar.   Paulo Pinheiro é responsável pelo desenvolvimento de...

Comunicar para mobilizar! José Luis Costa aborda sua importancia

“Procure primeiro compreender, depois ser compreendido” Stephen Covey A comunicação numa empresa é fundamental para o sucesso do negócio. Sem mobilizar os profissionais para a sua cultura os serviços prestados chegam ao cliente mais por vontade individual. Qualidade, Serviço e Preço só resultam quando o foco da nossa missão é o relacionamento baseado numa comunicação de excelência. Uma empresa sem plano de comunicação não pode ambicionar senão à sobrevivência. Para que tal não aconteça tem de implementar vários níveis de comunicação interna. Começando por uma informação clara e objetiva, sabendo escutar e responder adequadamente ao questionado, acrescente valor numa base sólida ao desempenho dos recursos humanos. Tal como uma comunicação atuante passe por estruturar as ideias pedagogicamente, adaptando-as às características do interlocutor e expondo os conceitos de forma acessível. O nível seguinte, persuasão, foca o processo de comunicação no envolvimento pelo diálogo e comprometendo o profissional na concretização dos objetivos definidos. E, finalmente, a mobilização inspiradora para uma empresa referência desenvolvendo a implementação de uma estratégia de comunicação abrangendo toda a organização. Para o envolvimento profissional e emocional dos colaboradores deve ser aplicado um plano de comunicação bem estruturado. Do qual faça parte o tipo de reuniões, e sua periodicidade, plano anual de reuniões, canais de comunicação interna, partilha de informação e estratégia para o crescimento da equipa. Saber comunicar permite pensar, propor e criar condições para desenvolver um trabalho competente aglutinando esforços e vontades numa empresa com futuro.   José Luis Costa é advisor da All United Sports, Presidente da Assembleia Geral da AGAP e um especialista em mudança organizacional e recursos humanos com mais de 35 anos...

Liderar é comunicar? António Sacavém esclarece esta questão

Todos os anos escrevem-se centenas de livros sobre liderança e gestão de equipas. Em 1999, por exemplo, escreveram-se mais de 2000 livros sobre esta temática. Porque é que existe, então, tão grande interesse pela liderança? Naturalmente que não existe uma resposta única para esta questão. Pode ser a necessidade que temos de servirmos e inspirarmos os outros, de sermos reconhecidos, de manifestarmos o nosso propósito, de tirarmos o melhor de cada pessoa, de deixarmos um legado, etc. De qualquer forma, seja qual for o motivo, uma das competências mais poderosas de que dispomos para atingir estes diversos fins é a comunicação. A este respeito, a ciência revela que os líderes investem, em média, 75% do tempo a comunicar. Comunicam através das palavras, para veicularem ideias, e através do corpo e do tom de voz para transmitirem emoções e intenções. Culturalmente, somos educados para atribuir especial ênfase à primeira, não obstante, mais de 60% do processo de comunicação é não-verbal. Um dos desafios da Liderança é, então, sermos capazes de interagir de forma mais integrada e congruente. Para tal, é necessário existir um alinhamento entre aquilo que dizemos, e aquilo que sentimos enquanto dizemos. O desafio é ousado, mas esta é seguramente uma competência-chave para executarmos um estilo de liderança mais autêntico, influente e eficaz.   António Sacavem é advisor da All United Sports, docente universitário, fundador das marcas Microexpressões Faciais ® e Linguagem Corporal ®, Licensed Partner do Center for Body Language International, autor e International...