Legislação, o que mudou em 2014 – Por Sofia Oliveira.

O ano está a findar e chega a altura de realizar um balanço das principais alterações legais, que ocorreram no nosso país. No sector da actividade física existiu uma alteração relevante. A entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 93/2014, de 23 de Junho, veio promover a reforma do regime jurídico das federações desportivas e as condições de atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva. A Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto, e as alterações introduzidas em 2007 no ordenamento Jurídico desportivo nacional, careciam de algumas soluções aplicáveis à realidade social desportiva actual, que se encontra desajustada. O novo diploma veio reformular a organização e funcionamento das federações desportivas, assente em novos princípios, valores e com exigências éticas acrescidas, a introdução de normas relativas aos conselhos de disciplina e justiça, no âmbito do recurso das decisões do conselho de disciplina para o Tribunal Arbitral do Desporto, com ressalva das matérias emergentes às normas técnicas e disciplinares respeitantes à prática da própria competição desportiva.   Sofia Oliveira é advisor na All United Sports, licenciada em Direito Empresarial e Imobiliário pela Universidade...

Que futuro para o treino personalizado? Por Hugo Moniz.

No decorrer do desenvolvimento do mercado de Fitness, novas oportunidades surgem, algumas ideais morrem e outras mantêm-se. É no decorrer da afirmação da indústria e da readaptação da mesma que se começam a destacar e a prevalecer os melhores. Está aí a época de uma nova geração de talento, super capaz, com informação muito mais fidedigna e apoiada por seguidores – alunos – cada vez mais atentos e exigentes. O “Personal Trainer” não morreu, bem pelo contrário, ganha cada vez mais força. Mas é aqui que alguns se destacam e outros nem por isso. Ser Personal Trainer é muito mais do que, adquirir competências e ter boa imagem. É saber do psicofísico, lidar e gerir pessoas, gerir o próprio negócio, dar valor ao serviço, comunicar e ainda sobrar tempo uma vida pessoal que se tem de viver. Uma profissão nobre que claramente não é para quem quer. Na lógica da competência técnica, o “saber” e  as “experiências” dominam mas os conhecimentos técnicos, sempre foram fundamentais. No meu entender existem 3 conhecimentos chaves: -biomecânica, – fisiologia muscular, – a fisiologia articular. A biomecânica, nomeadamente a biomecânica qualitativa, é o estudo do movimento e das forças que atuam em organismos vivos, através de um julgamento observacional providenciando uma intervenção mais apropriada na melhoria da performance. Esses movimentos são o resultado das forças externas (consideramos uma resistência sempre que um peso entra em contacto com um corpo) e forças internas (músculos) sobre um eixo (uma articulação). O profissional de exercício e saúde tem que ter uma visão “Raio X”,  em vez de ver o exercício como uma “pele” que serve para todos....

5 pontos a ter em conta quando contratamos um Group Trainer. Por Jorge Machado.

“A chave do sucesso está em escolher os melhores e mais adaptados para as suas equipas!” 1.    Paixão e querer. Como encara a profissão, qual o desejo que o move? A paixão dá-nos impulso e o querer dá-nos longevidade orientada. Sendo esta actividade de prestação de serviços orientada para a satisfação do cliente, num dos ambientes mais exigentes onde se cruzam os aspectos mentais e físicos em situações de desconforto, a questão do querer é crucial para manter uma acção consistente e forte a nível motivacional em busca dos resultados  dos clientes, só o querer poderá fazer superar as exigências que aparecerão diariamente onde teremos que ter ainda em conta, que grande parte do sucesso depende das acções realizadas pelo cliente, do qual depende também o nosso resultado. 2.    Disponibilidade. O profissional deve ter a sua expectativa alinhada sobre a disponibilidade exigida para uma actividade deste género, a questão dos horários não é tão certa como um emprego do tipo “9 às 5”. Neste ponto, deve ser considerado não só o aspecto físico da presença como também o aspecto psicológico do estar presente. Sendo que cada caso é um caso, e que cada praticante tem necessidades próprias e específicas, sem deixar de parte os seus objectivos e as suas condicionantes do seu dia-a-dia, o Group Trainer terá de apresentar uma forte disponibilidade para que faça sempre parte da solução e não do problema ou objecção para não treinar. 3.    Competências e conhecimento especifico da actividade. As competências são identificadas com provas dadas no terreno, com resultados já alcançados na sua vida profissional, no seu percurso. Qual o seu historial,...

Coaching no Fitness – Porquê? Por António Sacavém

O Coaching é cada vez mais procurado em diversos contextos, em especial, no âmbito empresarial. As organizações estão cada vez mais cientes do valor acrescentado que esta área do conhecimento lhes tem para oferecer. A Liderança pode beneficiar muito com os conceitos, as ferramentas e as práticas conscientes que o Coaching tem para lhe oferecer. Cada vez mais se ouve falar na expressão “Liderar com Coaching”, tendo em conta que esta tecnologia de transformação humana tem o potencial de transportar as pessoas e as equipas para níveis superiores de performance e contribuição. O Coaching ajuda as pessoas nas organizações a desenvolverem um trabalho com sentido e, em níveis mais avançados, alcançar um estado sustentável de FLOW. Diversos estudos internacionais apontam para o elevado retorno sobre o investimento realizado com o Coaching Executivo. A investigação revela diversas vantagens subjacentes à integração do Coaching nas empresas, entre as quais: 86% de aumento dos níveis de produtividade (quando o Coaching é adicionado à formação interna); 67% de melhoria no trabalho em equipa; 52% de redução do conflito interno; 32% de aumento na retenção dos colaboradores; 22% de aumento do bottom-line. Nada falha como o sucesso, diria o lendário Jim Rohn. Cada vez mais os lideres, inclusive no sector do bem-estar, estão conscientes que as receitas do passado de pouco valem num futuro incerto e dinâmico. A aposta certa situa-se, pois, no desenvolvimento de uma cultura de inovação, de desenvolvimento contínuo e de contribuição para a comunidade, especialmente, em conjunturas mais agressivas e instáveis. O Coaching sustenta e alavanca este tipo de cultura organizacional e é praticamente insubstituível no seu seio. O Coaching...

Emigrar: 4 questões que podem ajudar a decidir o melhor para si, por André Henriques

De acordo com Cláudia Pereira, investigadora do ISCTE |1|, a Emigração Portuguesa está envolta em 5 mitos: (1) é fácil emigrar; (2) a maioria dos emigrantes Portugueses é altamente qualificada; (3) só emigra quem não tem emprego; (4) os emigrantes são todos iguais; e (5) Brasil e Angola lideram destinos de emigração. Em 2013 tornei-me num dos 110 mil Portugueses |2|  que emigraram só nesse ano. Emigrei tendo trabalho no meu país, e não emigrei para o Brasil ou Angola mas sim para os Emirados Árabes Unidos. E sim, confirmo que realmente não é uma decisão nada fácil. Perante uma situação onde teria que tomar uma das decisões mais importantes da minha vida, e sem nunca ter pensado em fazer esta partilha, criei 4 questões. Não existe nenhum quadro teórico por detrás destas questões, tendo as mesmas surgido por pura questão de necessidade! 1. O que é que eu não estou disposto a abdicar se tiver que emigrar? Emigrar é abdicar! À partida temos que definir claramente o que é que estamos dispostos a abdicar e o que é “sagrado”. Para uns será a família, os amigos, etc. Na minha situação concreta eu não estaria disposto a abdicar da companhia da minha esposa, isto era o meu “sagrado”, logo se ela não estive disposta a partilhar esta experiência, eu também não viria. 2. Onde é que eu quero estar nos próximos 3-5 anos, e será que a minha situação profissional actual me permite alcançar essa meta? A questão profissional. Aqui, importa não somente olhar para dentro (empresa onde actualmente estamos), mas também para o mercado nacional. Aconselho a falarem...