A IHRSA 2015, a convenção internacional mais importante da industria do fitness, iniciou esta quarta-feira em Los Angeles, prolongando-se até ao dia 14, Sábado. Apesar de a exposição apenas abrir portas na quinta-feira, dia 12, o primeiro dia foi repleto de apresentações, prelecções e trocas de experiências entre profissionais de todos os cantos do mundo. Com participantes de mais de 80 países, a IHRSA 2015 permite conhecer a realidade do mercado nos cinco continentes. Neste primeiro dia gostaria de salientar duas prelecções que abordo de seguida. Managing Your Personal Training Business: Metrics for Success Tim Keightley é um veterano na industria do fitness, tendo já passado pela Fitness First, Town Sports International e Les Mills. Nesta preleção focou-se no Personal Training e nas métricas que permitem controlar, medir e alcançar o sucesso. Para Tim Knightley, as principais métricas a avaliar e definir são: Total de receita do personal training; Número de sessões dadas; Taxa de penetração nos clientes activos; Número de novas interacções com sócios; Honorários e orçamento. Neste processo de definição de métricas, Tim Knightley considera que é necessário termos noção se dominamos ou não a informação referente ao serviços de Personal Training que oferecemos. Nesse sentido ele disponibiliza uma série de perguntas cuja resposta vai ajudar-nos a identificar e perceber o estado do serviço que prestamos: Qual é o objectivo para 2015 em sessões vendidas e dadas? Como se vai alcançar o objectivo? Qual é o valor de um cliente activo durante 12 meses no serviço de treino personalizado? Qual é o valor de cada personal trainer? Quais são as métricas e os KPIs para gerir o...
A grande curiosidade das pessoas desde que trabalho numa das maiores empresas de Fitness Internacionais, é saber qual foi o meu maior desafio enquanto Club General Manager. A minha resposta, sem exceção: trabalhar com pessoas de diversas culturas ou nacionalidades distintas. De acordo com Brett et al. (2006) |1| equipas multiculturais várias vezes promovem dilemas de gestão frustrantes, criando obstáculos para uma gestão eficaz que, na maior parte dos casos, são difíceis de reconhecer até haverem danos irremediáveis. Questões como, atitude perante a hierarquia, problemas com pronúncia ou afluência, forma de comunicação (direta ou indireta), sensibilidade quanto ao conflito e religião, tudo tem um impacto crítico quando se está a liderar ou a trabalhar com uma equipa multicultural. Não tendo qualquer experiência internacional na altura em que comecei a trabalhar no Médio Oriente e tendo que liderar uma equipa de 8 nacionalidades diferentes, divididas por 3 continentes distintos, poderão imaginar o número de erros que cometi. Posso constatar que navegar nesta imensidão multicultural será provavelmente como atravessar um campo de minas. Muitos são os livros e trabalhos que estudam esta questão, apresentando muitas das vezes soluções baseadas naquilo que os seus autores acreditam ser as características de determinadas culturas, como por exemplo: tratar um americano pelo primeiro nome é um sinal de amizade e algo a ter em conta numa relação empresarial; para um japonês, a utilização do primeiro nome numa primeira reunião é um ato de desrespeito. Sendo que muitas das vezes estas análises poderão ser baseadas em estereótipos anedóticos e como tal carecem de algum cuidado na sua interpretação e aplicação, não tenho qualquer dúvida que diferentes...
O regulamento da FIFA sobre as relações com intermediários vai sofrer forte alterações em Abril de 2015, quando entrar em vigor o novo regulamento que extinguirá a figura do agente desportivo, substituindo-a pela figura do “intermediário”. O Intermediário passa a ser: “a pessoa singular ou colectiva que, de forma gratuita ou a troco de uma remuneração, representa jogadores e/ou clubes em negociações que tenham em vista a celebração de contrato de trabalho, ou que representa clubes em negociações tendentes à celebração de um acordo de transferência” e deverão registar-se de cada vez que estejam envolvidos numa transacção, registando a associação do clube para o qual no qual o jogador tenha celebrado o contrato de trabalho ou que tenha sido transferido. No momento do registo do intermediário, deverá ser entregue o contrato de representação que este tenha celebrado com o jogador/clube. Esta medida obriga os jogadores e clubes a divulgar à sua respectiva associação os detalhes e valores de toda e qualquer remuneração paga a um intermediário, informando os órgãos competentes das ligas, associações, confederações, e da FIFA, sobre todos os contratos e acordos celebrados com intermediários, no âmbito das transferências ou a celebração de contratos de trabalho, em caso de investigação. Finalmente, ficará a cargo de cada associação implementar este diploma na sua respectiva jurisdição, sendo cada uma responsável pela criação do sistema de registo dos intermediários, bem como pela estipulação das sanções a aplicar em casos de incumprimento. Sofia Oliveira é advisor na All United Sports, licenciada em Direito Empresarial e Imobiliário pela Universidade...
Hoje em dia é raro passarmos algumas horas sem olhar para um display, quer seja de um televisor, de um PC ou de um smartphone ou tablet. Principalmente nos dois últimos casos, porque o referido aparelho nos acompanha para todo o lado, tornou-se óbvia a sua utilização para acedermos a variada informação de que necessitamos. Então porque não disponibilizar uma App onde os clientes da nossa instalação desportiva possam fazer o checkin da Aulas de Grupo ou marcarem as sessões de PT? Excelente ideia! Vamos la pô-la em prática…. Ups… mas como? No que diz respeito às questões técnicas da App em si, a grande maioria das ferramentas de desenvolvimento já permitem desenvolver, sem grandes trabalhos adicionais, as App para iOS (utilizado pelo i-Phone e i-Pad da Apple), Android (utilizado nos equipamentos dos restantes fabricantes de dispositivos móveis) e Windows RT (utilizado no Microsoft Surface, p.e.). No entanto, há que entender em primeiro lugar que para implementar funcionalidades realmente úteis como as mencionadas é necessário que a App tenha acesso à base de dados, para que disponibilize ao seu cliente apenas os serviços incluídos no pacote que este adquiriu ou que paga regularmente. Por outro lado, também vai querer saber quem está a utilizar a App e se está a cumprir com os objetivos a que se propôs atingir com a mesma. Então, para poder ter uma App funcional é preciso constatar primeiro se: – a aplicação de backoffice está ou pode ser preparada para receber os pedidos referentes às funcionalidades que queremos dar à App; – a infraestrutura de comunicações da instalação está preparada para receber pedidos...
O Fitness atual vive verdadeiramente de grandes áreas técnicas: O treino personalizado e as aulas de grupo. Ambas são fantásticas ferramentas de retenção e captação de clientes. No entanto apresentam características diferentes: Aulas de grupo – Vantagens Altamente comprometedor e interativo com um grupo que procura um objetivo semelhante; Aula dirigida / semi-orientada e supervisionada por um profissional – para um grupo de pessoas restrito; Um sistema divertido e motivador sempre ou quase sempre acompanhado por música da moda e muitas outras maneiras de apelar pelos níveis motivacionais e emocionais. Aulas de grupo – Desvantagens Uma aula não criada nem pensada no que o cliente precisa, mas sim no que acha que precisa. Controlo e segurança da aula nem sempre é o melhor, pelos aparelhos e complexidade de alguns exercícios. Os exercícios das aulas não estão devidamente adaptados, pois a maioria dos alunos que as frequentam não são regulares nem tem capacidade para os executarem, principalmente com os patológicos. Treino Personalizado – Vantagens Uma orientação e planificação do treino completamente focado e adaptado às necessidades plásticas e estruturais de cada aluno (articular, muscular, mecânica, metabólica etc); Estabelecimento de um compromisso entre 2 pessoas, sempre com um acompanhamento e definição de objetivos on-going; Maior rentabilidade do tempo e da intensidade dos treinos; Treino Personalizado – Desvantagem Um serviço que não está incluído na mensalidade, logo tem um acrescento de valor; Desconhecimento das competências do profissional por parte do cliente; Dependência do serviço de Personal Trainer, Estes são apenas alguns aspetos que definem o serviço de Aulas de Grupo e Treino Personalizado. Hugo Moniz é advisor na All United Sports,...