A inatividade física está a matar duas vezes mais cidadãos europeus, que a obesidade

inactividadePor uma Europa mais Activa, nos passados dias 14, 15, 16 e 17 de Setembro, reuniu-se em Vilnius, na Lituânia, o comité Regional da Europa da Worl Health Organization (OMS) com o objectivo de definir a estratégia para a actividade física referente ao periodo entre 2016 e 2025 (Physical activity strategy for the WHO European Region), que contou a colaboração dos ministros da saúde de 53 membros da OMS da região europeia.

 

Esta estratégia de actividade física foi preparado à luz do report já existente, com a designação de WHO Global Action Plan for the Prevention and Control of Noncommunicable Diseases 2013-2020 (OMS – Plano de acção global para a prevenção e controlo de doenças não transmissíveis).

A inatividade física, abordada separadamente da obesidade, marca uma mudança significativa na abordagem à saúde pública e segue a linha de estudo recente realizado pela Universidade de Cambridge, que concluiu a inatividade física está a matar duas vezes mais cidadãos europeus, que a obesidade.

As estimativas da OMS indicam que, na Europa, mais de um terço dos adultos e dois terços dos adolescentes são insuficientemente ativos, aumentando significativamente o risco de doenças mortais, como doenças cardíacas, diabetes e cancro de mama e do cólon. Com os sistemas de saúde a sofrerem cortes orçamentais, a OMS resolveu enfrentar a crescente crise através de uma estratégia planeada para uma década.

“Podemos reduzir drasticamente o número de pessoas que sofrem de doenças não transmissíveis, aumentando os níveis de atividade física e reduzindo o comportamento sedentário”, disse o Dr. Zsuzsanna Jakab, diretor regional da OMS para a Europa.

Afirmou ainda que ”Os sistemas de saúde correm o risco de ser procurados de ser aleijado por pessoas que sofrem dos efeitos da inatividade física e comportamento sedentário. Para resolver isso, nós desenvolvemos a primeira estratégia da atividade física para a Região Europeia da OMS 2016-2025.”

Em linha com esta reunião, um estudo, com a duração de 12 anos – publicado no American Journal of Clinical Nutrition – descobriu que cerca de 676 mil mortes na Europa a cada ano podem ser atribuídas à inatividade, enquanto 337 mil morrem de excesso de peso.
Um dado é que tantos as pessoas magras como as com excesso de peso, correm um risco maior de problemas de saúde se elas estiverem inativas, os investigadores concluíram que se encorajarem todos a fazer pelo menos 20 minutos de caminhada rápida por dia traria benefícios substanciais.

Tem existido uma onda de apoio, com campanhas de sensibilização, nos últimos anos para a dar noção às pessoas, de que a inatividade física, em linha com a obesidade, é uma das mais forte epidemias dos tempos modernos.

Uma das principais conclusões destas campanhas tem sido a necessidade de construir uma base de evidências mais fortes para demonstrar a eficácia da atividade física na melhoria da saúde pública. O novo relatório oferece um impulso oportuno para obter dados mais fortes para apoiar a missão do setor de atividade física, de forma a que se torne um pilar central da estratégia de saúde pública.

O Reino Unido está bastante atento e preocupado com a epidemia de inactividade, assim como outros países europeus. Neste capitulo, veremos qual será a estratégia delineada pelo executivo que sairá vencedor das eleições legislativas de 4 de Outubro.

Saiba mais em:
http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0010/282961/65wd09e_PhysicalActivityStrategy_150474.pdf?ua=1
http://ajcn.nutrition.org/content/early/2015/01/14/ajcn.114.100065.full.pdf+html

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